CANCIÓN POR LA UNIDADE DE LATINO AMÉRICA. PABLO MILANÊS E CHICO BUARQUE

E quem garante que a História
É carroça abandonada
Numa beira de estrada
Ou numa estação inglória

A História é um carro alegre
Cheio de um povo contente
Que atropela indiferente
Todo aquele que a negue

É um trem riscando trilhos
Abrindo novos espaços
Acenando muitos braços
Balançando nossos filhos


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Plano de aula: Ciclo do ouro - Inconfidência Mineira

História do Brasil

ReproduçãoDa Página 3 Pedagogia & Comunicação

Objetivos

1) Conhecer os principais atores da Inconfidência Mineira;
2) Reconhecer o principal jogo de forças na Inconfidência Mineira: o conflito de interesses entre a Colônia e a Coroa Portuguesa.

Comentário

O tópico Inconfidência Mineira deve estar contextualizado dentro de um estudo mais abrangente sobre o período colonial. De acordo com a maturidade dos alunos, a abordagem do tema será mais ou menos complexa.

Material

O texto Inconfidência Mineira pode servir de base para o trabalho em sala de aula.

Estratégias

1) Agendar com antecedência uma pesquisa sobre a Inconfidência Mineira e a leitura prévia dos textos indicados;
2) Dividir a sala entre representantes da Coroa e os representantes da Colônia. Os alunos podem se revezar nesses papéis;
3) Promover um debate entre os representantes de cada parte, tornando visíveis as tensões políticas, ideológicas e sociais que deram origem ao episódio da Inconfidência.

Atividades

1) (Opcional) Confecção da bandeira da Inconfidência e colocação da bandeira na frente da classe;
2) Debate entre representantes da Coroa e dos Inconfidentes;
3) Criação na lousa de uma linha do tempo, com os principais acontecimentos da Inconfidência Mineira.

Sugestões e dicas

A atividade na sala de aula pode ser ampliada e transformar-se numa atividade extraclasse. Pode ser encenada uma peça com alunos no papel de inconfidentes e de outros personagens desse período histórico.

Plano de aula: Ciclo do ouro - Guerra dos Emboabas

História do Brasil

Benedito Calixto - detalheÉrica Alves da Silva*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Introdução

Trabalhar com os alunos as razões que causaram a Guerra dos Emboabas permite refletir sobre as relações entre as diferentes regiões do Brasil durante o século 18. Além disso, eles poderão conhecer outras razões para a abertura de novas frentes de colonização, o que possibilitou a exploração de áreas distantes do território paulista.

Objetivos

1. Conhecer o fato histórico denominado Guerra dos Emboabas.

2. Identificar diferentes fatores que levaram à exploração de outros territórios do Brasil.

Estratégias

1. Leve à sala de aula diversos textos sobre a Guerra dos Emboabas. Distribua para os alunos, a fim de que eles façam uma leitura individual.

2. Terminada a leitura, peça que um dos alunos comece a contar o que leu. Depois de o aluno ter iniciado sua narração, peça que ele pare e mostre à turma uma pequena bolinha, que você jogará para o aluno que deve continuar a narrar a história. Dando seqüência ao exercício, obedecendo ao seu sinal este aluno deve jogar a "bolinha" para outro colega, e assim por diante. Para esta atividade é importante que os alunos tenham recebido textos diferentes. Depois de terminada esta etapa, pergunte aos alunos quais as diferenças entre as narrações. Elas se mostraram complementares? Em que sentido?

3. Desenvolva, com o auxílio da classe, um mapa conceitual sobre a Guerra dos Emboabas. Relacione todos os aspectos levantados durante a narração e monte o mapa, complementado com as informações que, de acordo com sua opinião, possam contextualizar melhor os fatos.

Atividade

1. Peça que os alunos criem pequenas notícias de jornal referentes à Guerra dos Emboabas. Talvez eles levem algumas aulas para organizar o material. Oriente esse processo, corrigindo as informações, se necessário. Terminada a redação, eles devem trocar entre si as notícias.

2. Divida os alunos em equipes e oriente-os para que criem uma representação cartográfica da expansão da exploração territorial no período colonial. Nesse mapa deste estar representado o papel da Guerra dos Emboabas.
*Érica Alves da Silva é historiadora.

Plano de aula: Brasil Colonial - Religião no Brasil Colônia

Érica Alves da Silva*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Introdução

A Constituição de 1988 garante aos brasileiros a liberdade de crença. Entretanto, essa garantia legal de liberdade religiosa não existiu em todos os momentos da História do Brasil. Estudar essa questão com os alunos pode ajudar a reconhecer permanências e mudanças na realidade nacional.

Objetivos

1) Reconhecer os principais objetivos da administração portuguesa no início da colonização e suas reorientações históricas no que se relaciona às questões religiosas.

2) Identificar e comparar com a situação presente a antiga oficialidade do catolicismo, como religião do Estado.

3) Reconhecer as resistências à obrigatoriedade do catolicismo e o sincretismo religioso.

Estratégias

1) Faça uma breve explanação sobre o início da colonização portuguesa no território brasileiro, saliente as motivações dos colonizadores. Essas motivações ajudam a entender as transformações sofridas ao longo do tempo no processo de colonização.

2) Discuta com os alunos o que eles achariam dos indígenas se eles fossem europeus do século 16 que aqui estivessem chegando. Proponha a mesma situação em relação aos europeus. Dessa maneira, os alunos problematizarão as dificuldades de um povo reconhecer e valorizar aquilo que lhe é diverso, principalmente em um momento como o século 16 quando esses contatos mal começavam a acontecer.

3) Analise com os alunos os artigos da Constituição de 1988 relativos às liberdades individuais. Depois realize uma pequena exposição sobre a época em que ela foi escrita. Após a leitura do texto, peça aos alunos que registrem em seus cadernos as principais semelhanças e diferenças que identificam entre os anos 1980 e o início da colonização portuguesa no Brasil.

Atividades

1) Peça que os alunos, divididos em grupos, escrevam pequenas histórias em quadrinhos, nas quais os personagens criados devem refletir aspectos do modo de vida dos indígenas no Brasil do início do século 16.

2) Durante o processo de formulação das HQs corrija possíveis erros ortográficos e também aspectos relacionados à própria estrutura das histórias em quadrinhos.
*Érica Alves da Silva é historiadora.

Plano de aula: Brasil Colonial - Confederação dos Tamoios


História do Brasil

Érica Alves da Silva*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

ReproduçãoIntrodução

Um dos objetivos do ensino de História é o desenvolvimento do senso crítico entre os alunos. Para tanto, é preciso que os estudos sobre o passado revelem as ações dos distintos sujeitos históricos que foram silenciados. Estudar a Confederação dos Tamoios permite que os alunos percebam as diversas formas de resistência utilizadas pelos indígenas contra a escravização, desconstruindo-se a idéia de que eles não foram escravizados apenas por serem "preguiçosos" e, portanto, "não serviam para o trabalho".

Objetivos

1. Conhecer uma das formas de resistência das nações indígenas à escravização.

2. Conhecer a diversidade das culturas indígenas no Brasil durante o século 16.

3. Debater sobre o papel dos povos indígenas hoje no Brasil.

Estratégia

1. Leve à sala de aula notícias, textos ou reportagens sobre as populações indígenas no Brasil atual. Peça aos alunos que, divididos em grupos, leiam os textos (procure os que apresentem maior número de dados) e criem gráficos ou tabelas para expor aos colegas as informações.

2. Terminadas as explanações, faça perguntas que promovam o debate. Divida a sala em dois grandes grupos: um deve defender a tese de que, no presente, as condições dos indígenas são melhores do que no passado; e outro deve criticar as condições dos indígenas na atualidade. É importante que os grupos argumentem tomando por base apenas as informações coletadas no início da atividade.

3. Terminada essa etapa, analise com os alunos alguns artigos da Constituição de 1988. Debata quais foram os avanços em relação aos direitos dos indígenas e qual a participação dos grupos indígenas nesse processo.

4. Analise com os alunos a Confederação dos Tamoios. Apresente ao grupo esse fato histórico por meio de um mapa conceitual. Fale sobre a existência de diversas nacionalidades indígenas e suas respectivas características.

Atividades

1. Divida os alunos em dois grandes grupos: o primeiro deve organizar uma breve peça teatral, a fim de encenar o fato histórico estudado, dando visibilidade ao papel da Igreja Católica na derrota dos revoltosos e passando aos espectadores a versão dos indígenas; o segundo grupo também deve organizar uma apresentação teatral, mas valorizando a versão dos colonizadores.

2. Depois das apresentações, proponha questões à classe, a fim de que possam discutir sobre as diferentes versões de um mesmo fato histórico.
*Érica Alves da Silva é historiadora.

Plano de aula: Brasil Colonial - Capitanias hereditárias

História do Brasil

Luciane Cristina Miranda de Jesus*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Ponto de partida

ReproduçãoObjetivos

1) Conceituar as palavras ou expressões "capitanias hereditárias", "capitães", "donatários", "sesmarias" e "légua" (como unidade de medida), utilizadas no período histórico ao qual o texto se refere.

2) Compreender o que foi o sistema de capitanias hereditárias no início do período colonial brasileiro;

3) Refletir sobre a má distribuição das terras no Brasil, de maneira a estabelecer um diálogo entre passado e presente, fornecendo aos alunos, dessa forma, pistas para a compreensão do nosso próprio tempo.

Estratégias

1) Pergunte aos alunos se o Brasil foi colonizado assim que Cabral chegou aqui ou se demorou algumas décadas. A partir dessa pergunta, você saberá como anda o conhecimento prévio dos alunos.

2) É bom traçar uma linha do tempo referente ao período que se pretende estudar, facilitando assim a apreensão dos conteúdos e dos conceitos que serão desenvolvidos.

3) Escreva na lousa os novos conceitos históricos: capitanias hereditárias, capitães, donatários, sesmarias, etc.

4) Lembre-se de contextualizar a experiência portuguesa na ilhas do Atlântico, como Açores e Madeira.

5) Leve para a sala de aula o mapa do Brasil dividido em capitanias hereditárias e faça um exercício com os alunos, perguntando qual o nome do Estado brasileiro em que eles vivem atualmente, de maneira que encontrem no mapa a capitania correspondente.

6) Explique aos alunos as dificuldades encontradas pelos portugueses na tentativa de administrar as capitanias, sendo a principal delas a demarcação das terras. Lembre também que a distribuição geográfica das tribos indígenas foi ignorada, o que provocou conflitos entre portugueses e nativos.

7) Pergunte aos alunos se esse tipo de administração teria ou não alcançado sucesso. Explique a eles que, das 14 capitanias, apenas duas deram certo: a de Pernambuco e a de São Vicente.

8) A divisão das terras brasileiras em 14 capitanias influenciaria a organização da estrutura fundiária atual do Brasil. Discuta com a classe sobre a centralização das terras rurais brasileiras nas mãos de poucos proprietários e sobre o crescimento dos movimentos sociais que lutam pela reforma agrária.

9) O texto proposto para leitura também permite o estudo de temas transversais, sugeridos pelos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), como, por exemplo, as questões ambientais: a exploração de pau-brasil data do período das capitanias hereditárias - e tornou-se tão abusiva que, em 1560, Portugal criou uma lei estabelecendo a pena de morte para todos os que derrubassem as árvores sem autorização.
*Luciane Cristina Miranda de Jesus é formada em história pela Universidade de São Paulo e professora dessa disciplina na rede particular de ensino do Estado de São Paulo.
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