CANCIÓN POR LA UNIDADE DE LATINO AMÉRICA. PABLO MILANÊS E CHICO BUARQUE

E quem garante que a História
É carroça abandonada
Numa beira de estrada
Ou numa estação inglória

A História é um carro alegre
Cheio de um povo contente
Que atropela indiferente
Todo aquele que a negue

É um trem riscando trilhos
Abrindo novos espaços
Acenando muitos braços
Balançando nossos filhos


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sexta-feira, 1 de março de 2013

Um breve estudo sobre a Proclamação da República Brasileira

Prof. Murilo Benevides
Neste início de ano letivo a turma do 9° ano do ensino fundamental II dará início aos estudos sobre a Proclamação da República Brasileira. Diante das manifestações que acarretou no golpe de estado, que pôs fim a monarquia brasileira, há importantes questionamentos principalmente sobre a participação da população. Para tanto, o texto abaixo de Emília Viotti da Costa subsidia dados importantes para a investigação do tema. Confira.

A Proclamação da República 
                                                        (Texto de Emília Viotti da Costa)

"A Proclamação da República não resultou de uma revolução, mas de um golpe militar. Isso não quer dizer que não tenha havido um conteúdo ideológico no golpe. Este, no entanto, foi produto da ação de homens pertencentes às classes média e alta, pequenos comerciantes, advogados, jornalistas, professores, médicos, alguns fazendeiros progressistas e oficiais do Exército que adotaram ideias republicanas, filiaram-se ao partido republicano e empenharam-se desde sua fundação, nos anos 70, em fazer críticas à Monarquia e propor em seu lugar um regime republicano. Apesar dos seus esforços, no entanto, a República resultou não de um movimento popular, mas de uma conspiração entre uma minoria de republicanos civis e militares.

Para se entender as razões que moveram esse punhado de homens a derrubar a Monarquia não basta referirmos a suas ideias republicanas. É preciso explicar por que essas ideias, presentes no Brasil antes mesmo da Independência, só então se concretizaram. Por que a Monarquia foi derrubada sem que ninguém pegasse em armas para defendê-la? As respostas a essas questões encontram-se na falta de flexibilidade e adaptabilidade do sistema político existente em face das mudanças profundas que ocorreram no país no decorrer do século XIX e o desgaste da Monarquia.

A Monarquia sempre fora uma anomalia na América. Todos os demais países adotaram o regime republicano por ocasião da Independência. Circunstâncias históricas excepcionais: a invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas e a transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 18O8, a Revolução Constitucionalista do Porto, anos mais tarde, forçando a volta de D. João VI a Portugal, ficando em seu lugar o Príncipe D. Pedro fizeram com que o Brasil seguisse um caminho diverso dos demais países da América. Embora houvesse republicanos no Brasil, como demonstravam os movimentos em prol da Independência tais como a Inconfidência Mineira, a Revolução de 1817, e as sublevações que ocorreram mais tarde durante o período regencial, os monarquistas levaram a melhor e, com a ajuda do príncipe regente, instituíram o regime monárquico, que duraria até 1889.

Quando Pedro I renunciou à coroa e deixou o filho de cinco anos como seu sucessor, os políticos de então tiveram a oportunidade de estabelecer uma república, mas preferiram manter a Monarquia e governar em nome do jovem imperador. Quando este chegou aos 14 anos, no entanto, apressaram-se em conceder-lhe prematuramente maioridade, na expectativa de que sua presença na chefia do estado viesse a pôr fim à instabilidade política que existia no país. A partir de então, Pedro II tornou-se Imperador, embora o clima de insatisfação e faccionalismo continuassem. Somente a partir de 1848, com a derrota dos praieiros, a Monarquia se consolidou no país.

Criou-se um regime altamente centralizado, elitista, e oligárquico, um sistema bicameral, com um senado vitalício e uma câmara renovável periodicamente. O regime era pouco representativo. Apenas uma minoria possuía o direito de voto. Ficaram excluídos os escravos, as mulheres e a maioria dos trabalhadores e todos os que não possuíam renda mínima estabelecida por lei. As eleições eram indiretas, isto é, os votantes qualificados como tal escolhiam os eleitores e estes votavam nos candidatos. O resultado é que durante todo o Império o corpo eleitoral correspondia a uma porcentagem mínima da população. Além disso, a fraude eleitoral era generalizada. Pela carta constitucional outorgada por Pedro I após a dissolução da Assembleia Constituinte, o Imperador possuía o Poder Executivo e o Poder Moderador que além de outras atribuições permitia a ele interferir no Poder Legislativo, dissolvendo a câmara e convocando novas eleições. Dois partidos: o conservador e o liberal alternavam-se no poder, dependendo dos resultados eleitorais. Entretanto, quando o Imperador usava do Poder Moderador convocando novas eleições e estas resultavam na queda do partido que estava no poder e na vitória da oposição, os primeiros queixavam-se da interferência do Imperador. Através desse processo o Imperador atraiu muitos inimigos e a Monarquia desmoralizou-se.

A existência de um Conselho de Estado também vitalício e nomeado pelo imperador, com o objetivo de assessorá-lo em questões vitais para a nação, também criou resistências. Dessa forma, a organização política vigente no Império levava a um desgaste inevitável do imperador e da Monarquia. Já nos fins da década de 70 começaram os ataques ao regime e o partido republicano foi criado.

A Guerra com o Paraguai contribuiu ainda mais para desgastar o governo e irritar as forças armadas, que sofreram sérias perdas, sentiram o seu despreparo e se ressentiram da interferência dos políticos civis. O positivismo e o republicanismo cresceram entre os militares. Ao mesmo tempo, a interferência do governo na vida eclesiástica e religiosa, em virtude do direito que lhe fora conferido pela constituição, fez multiplicar os conflitos com a Igreja, base natural da Monarquia. Ao mesmo tempo, levas de imigrantes protestantes que chegavam ao país constituíam um desafio aos privilégios da Igreja Católica que até então monopolizava a educação, presidia os casamentos e controlava os cemitérios. Crescia o número daqueles que desejavam a separação entre Igreja e Estado. O número de descontentes aumentava.

O desenvolvimento econômico do país criava novas oportunidades de investimento na construção de estradas de ferro, nas indústrias, no comércio interno, no sistema bancário, nas companhias de seguros. No entanto, apesar das reformas eleitorais, a fraude eleitoral e a falta de representatividade continuavam. Estas somadas à vitaliciedade do Senado e ao Conselho de Estado garantiam a sobrevivência das oligarquias tradicionais dificultando a renovação dos grupos dominantes mantendo marginalizada a maioria das classes subalternas. O desequilíbrio entre o poder econômico e político e os conflitos de interesse entre as províncias alimentava o número dos que condenavam a excessiva centralização e almejavam a federação.

Foi dentro desse clima de descontentamento crescente que o movimento abolicionista e as ideias republicanas ganharam expressão política. Conquistada a abolição só restava dar o golpe final à Monarquia, que se revelou incapaz de realizar as reformas almejadas.

Proclamada à República aboliu-se a vitaliciedade do senado, eliminou-se o Conselho de Estado, decretou-se a separação da Igreja e do Estado, adotou-se o regime federativo e instituiu-se o sufrágio universal, excluindo, no entanto, as mulheres do direito de voto. Aboliram-se os títulos de nobreza. A família real foi exilada.

A fraude eleitoral e o domínio das oligarquias persistiram. Para muitos a República foi um desapontamento. "Essa não era a república de meus sonhos", expressão atribuída a um republicano, simboliza a situação em que se acharam todos aqueles que almejavam uma República mais inclusiva e democrática."

Referência:


sábado, 23 de junho de 2012

A função e os objetivos da criação da Companhia das Índias Ocidentais

Murilo Benevides de Oliveira
Faculdade Tecnologia e Ciências EaD
A Companhia das Índias Ocidentais ou West Indische Compagnie (WIC) em holandês foi uma das primeiras instituições privadas a negociar ações de capitalização comercial, ela foi idealizada devido ao sucesso da Companhia das Índias Orientais (VOC) no ano de 1621. A WIC foi criada pelos comerciantes protestantes holandeses, que tinha como objetivo quebrar o monopólio da coroa portuguesa e espanhola sobre o comercio e a exploração das terras descobertas no ocidente.
A Companhia funcionava como uma Bolsa de Valores, onde investidores negociavam títulos de capitalização e tonavam-se sócios nas atividades exploradoras na comercialização dos produtos produzidos nas colônias ocidentais.

No Brasil, tentou tomar posse dos engenhos da Capitania da Bahia de Todos os Santos, hoje a cidade de Salvador, na Bahia. Ao serem expulsos pelos portugueses, investiram na invasão da capitania de Pernambuco, fato que ocorreu entre os anos de 1635 e 1648, quando foram expulsos, após incentivarem a revolta dos colonos com as cobranças dos empréstimos feitas aos donos de engenhos.

A NASDAQ  lista mais
 de 2800 ações de diferentes
 empresas, em sua
 maioria de pequena
 e média capitalização. 
Porém, a comercialização do açúcar brasileiro gerou muitos lucros aos comerciantes holandeses e forneceu subsídios para a produção do produto nas Antilhas, fato que aumentou a produção em todo o mundo e banalizou o preço do produto, acarretando assim, a desvalorização do preço do açúcar.

Hoje em dia há instituições de transações comerciais em diversos países como as Bolsas de Valores NASDAQ (norte americana) e a BM&FBOVESPA (brasileira), dentre outras em todo o mundo, que tem como finalidade comercializar ações de capital aberto (públicas ou privadas) e outros instrumentos financeiros como opções e trabalho.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A colonização no Brasil e o processo de implementação do governo-geral


A importância da implantação do governo-geral na colônia para o estabelecimento de um controle régio mais eficaz e a possibilidade de uma unidade de ação política colonial, etc.

Murilo Benevides de Oliveira
Faculdade Tecnologia e Ciências EaD
Fundação de São Vicente, segundo a interpretação do artista Benedito Calixto em 1900.
São Vivente foi a primeira povoação da América portuguesa.
A criação do governo-geral foi idealizada após o fracasso do sistema de capitanias hereditária, que visava manter a autonomia portuguesa sobre as terras descobertas. Porém, o sistema de governo-geral buscou acima de tudo centralizar e manter o poder português sobre a colônia. Para isso foram necessários coordenar um sem-número de ações antes atribuídas a cada um dos capitães donatários.

Trinta anos após a descoberta do Brasil, enfim, o governo português passou a se interessar pelas terras brasileiras e, no intuito de manter a autonomia da colônia e barrar as incursões francesas, criou o sistema de capitanias hereditárias, nomeando donatários para produzir o crescimento e garantir a autonomia portuguesa sobre as terras.

Planta da cidade de Salvador, sede do governo-geral, cerca de 1605.
Entretanto, inúmeros fatores acarretaram o fracasso do sistema, obrigando o rei D. João III a empregar novas medias, criando assim, um poder centralizado na colônia, denominada governo-geral. A partir daí, um governador geral nomeado pelo rei português, passou a dirigir toda a colônia, criando câmaras municipais, empregando a justiça, introduzindo a mão de obra escrava que acarretou no crescimento da produção da cana-de-açúcar.

A fiscalização do litoral foi feita com muita dificuldade, no entanto, o governador geral alcançou o sucesso com a expulsão dos invasores. Outro fator de grande importância na implantação do governo-geral foi a chegada dos jesuítas, com a missão de catequizar os povos nativos (os índios).

A coroa portuguesa atingiu o seu objetivo com a criação do sistema de governo-geral. A sua implantação manteve a colônia unida sobre jurisdição do governo português. E, acima de tudo, conquistou novos adeptos para a igreja católica e conseguiu estabelecer uma economia de exploração, fato que gerou muita riqueza aos portugueses.
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